sábado, 23 de maio de 2015

TST mantém condenação subsidiária da Oi por verbas trabalhistas de empregado terceirizado.



A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho desproveu recurso da Oi S.A. (Brasil Telecom) que pretendia desconstituir decisão que reconheceu o vínculo de emprego de um trabalhador com a Construtora Bento Ltda. e a Iecsa Gta Telecomunicações Ltda. e a condenou subsidiariamente pelas verbas trabalhistas do empregado.

O relator, ministro Emmanoel Pereira, informou que a empesa pretendia a desconstituição da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), por meio de ação rescisória, argumentando que o reconhecimento de vínculo de emprego decorreu de dolo processual do advogado do empregado, da utilização de prova falsa e de erro do magistrado ao examinar o conjunto dos fatos da reclamação trabalhista.

Ação rescisória

O ministro explicou que a ação rescisória – processo pelo qual se tenta desconstituir uma decisão já transitada em julgado – só é cabível quando a decisão questionada resultar de dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida, ou de colusão entre as partes, a fim de fraudar a lei. E, no caso de dolo processual, o cabimento está relacionado ao ato da parte que prejudica o vencido e induz o juiz a erro.

No caso, os fatos apontados pela empresa na petição inicial da rescisória e no recurso ordinário não estão relacionadas a atos que pudessem impedir a sua defesa ou induzir o juiz a erro na reclamação trabalhista. O fato de o advogado do empregado ter localizado trabalhadores da Construtora Bento com o objetivo de ajuizar várias reclamações não caracteriza, por si só, obstáculo à defesa da Oi na ação matriz, afirmou. 

Quanto ao argumento de prova falsa, o relator esclareceu que a decisão regional manteve o reconhecimento do vínculo de emprego com base em prova emprestada utilizada com a concordância das partes, inclusive da Oi. De acordo com ele, a empresa não demonstrou a alegada falsidade do depoimento utilizado como prova emprestada, de forma que não prospera a sua pretensão de ver desconstituída a decisão desfavorável.

Por último, o ministro afirmou que a pretensão desconstitutiva da Oi, fundamentada no inciso IX do artigo 485 do Código de Processo Civil, esbarra na Orientação Jurisprudencial 136 da SDI-2, uma vez que não houve erro de percepção pelo magistrado, mas mero inconformismo da empresa com a interpretação dos fatos e provas na decisão regional, o que não configura erro de fato, como alegado.

A decisão foi por unanimidade.

(Mário Correia/CF)

Processo: RO-106200-79.2008.5.09.0000

Fonte: http://www.tst.jus.br/

quinta-feira, 21 de maio de 2015

ATENÇÃO COMERCIÁRIO! REUNIÃO FESTIVA.

                     
                       Você participou? Agora é hora de comemorar!


A Diretoria do SINDECC, convoca toda categoria comerciária para nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, na sede provisória do SINDECC, que fica na Rua Mestre Pedro, nº 31, no centro da cidade, participar de uma reunião festiva quando iremos informar os detalhes de todo o processo que concluiu com a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho 2015/2016, resultado das lutas e conquistas da categoria comerciária.

A Diretoria do SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru


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Agora é hora de comemorar!




















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quarta-feira, 20 de maio de 2015

ATENÇÃO COMERCIÁRIO! REUNIÃO FESTIVA.



Você participou? Agora é hora de comemorar!

A Diretoria do SINDECC, convoca toda categoria comerciária para nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, na sede provisória do SINDECC, que fica na Rua Mestre Pedro, nº 31, no centro da cidade, participar de uma reunião festiva quando iremos informar os detalhes de todo o processo que concluiu com a celebração da Convenção Coletiva de Trabalho 2015/2016, resultado das lutas e conquistas da categoria comerciária.



A Diretoria do SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru


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INFORMATIVO SALARIAL DO SINDECC


Piso Salarial de R$ 860,00;

8% (oito por cento) é o reajuste para quem recebe acima do piso;

R$ 35,00 é o valor para o trabalho nos domingos e feriados;

A hora extra trabalhada nos dias úteis é de R$ 6,65;

A hora extra trabalhada nos domingos e feriados é de R$ 7,82;

As diferenças salariais deverão ser pagas até o dia 05 de junho, impreterivelmente.

Todas estas garantias são retroativas a primeiro de janeiro de 2015.

                 
                       SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru



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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Caruaru: 158 de injustiça social

Em entrevista concedida ao Jornalista Paulo Cesar Carvalhal da Rádio Provisão 107,1 FM de Caruaru, o Presidente do SINDECC Milton Manoel, faz uma análise crítica acerca do aniversário de Caruaru, importante cidade do interior pernambucano, porém com uma grande contradição entre o suposto desenvolvimento e a situação de precariedade que vive a maioria dos caruaruenses.

Confira o vídeo:


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Agora é hora de comemorar!








Quem poderá funcionar no feriado de 18 de maio?

Em entrevista concedida ao Radialista Alberto Alves da 98 FM, o Presidente do SINDECC Milton Manoel, informa o que poderá funcionar no feriado de 18 de maio, aniversário de Caruaru.
Confira a entrevista:





quinta-feira, 14 de maio de 2015

Fotos do Evento Amar e Cuidar








































































Para celebrar o Dia das Mães, no último dia 08 de maio, o SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru promoveu o
“Evento Amar e Cuidar”. Durante o dia, as mães comerciárias participaram de ações de embelezamento tais como: escova de cabelo, limpeza de pele e maquiagem.  
À noite, com a presença de nutricionistas, houve palestras sobre Alimentação Saudável e Saúde da Mulher e, em seguida, foi realizado sorteio de brindes e um coffe break.

A
Direção do SINDECC agradece a todas as mães comerciárias que participaram deste importante evento que não contou com a participação da classe política de Caruaru, tampouco com financiamento do empresariado.


SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru

Funcionamento do comércio no feriado de 18 de maio

Na próxima segunda-feira, dia 18, se comemora o aniversário de Caruaru e, de acordo com a Legislação Municipal, é feriado. Assim sendo, o comércio do centro e dos bairros não poderão determinar a prática de jornada de trabalho.

Por outro lado, os Centros de Compras como o Polo Comercial, North Shopping e Shopping Difusora poderão funcionar, mas, conforme exige a Convenção Coletiva, as empresas estabelecidas nestes empreendimentos terão que enviar comunicado de abertura às entidades 
SINDECC, SINDLOJA ou SINCATA como também ao Ministério do Trabalho até a próxima sexta-feira, dia 15, impreterivelmente.


Escute a entrevista:
                                 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

13 de maio. Nada mudou!



Os senhores de engenho de ontem e os empresários de hoje, legítimos representantes deste perverso sistema, continuam a tratar os seus empregados como escravos na casa grande.

A desumana jornada de trabalho, a falta de registro da carteira de trabalho, baixos salários, desvio de função, assédio moral, regime de trabalho terceirizado, trabalho aos domingos e feriados, precarização e descriminação, tudo isto representa o 13 de maio de hoje.

A nenhum homem foi dado o direito natural de escravizar outro homem.
(Jean Jacques Rousseau)











SINDECC participa de Audiência Pública


Para falar sobre a Audiência Pública referente ao Plano Diretor da cidade de Caruaru, o presidente Milton Manoel na manhã da última segunda-feira, 11/05, concedeu entrevista ao radialista Ivo Sutter da Rádio Nova FM.

Confira a entrevista: 




terça-feira, 12 de maio de 2015

JORNADA DE TRABALHO NO FERIADO 18 DE MAIO

Considerando que a Convenção Coletiva de Trabalho 2015/2016 não assegura a prática de jornada de trabalho quando houver feriados que coincidam com as segundas-feiras, as empresas estabelecidas no comércio em geral, inclusive aquelas estabelecidas no Pátio 18 de Maio e em seu entorno, tais como os Empreendimentos Fábrica da Moda e Centro de Compras NÃO têm a garantia legal de determinar a prática de jornada de trabalho na próxima segunda-feira, 18 de maio – Feriado alusivo ao Aniversário de Emancipação Política de Caruaru.

Observe o Decreto Municipal abaixo, o qual estabelece a realização da Feira da Sulanca na terça-feira, quando a segunda-feira coincidir com feriado.

Deste modo, somente e exclusivamente, os Centros Comercias de Vendas North ShoppingShopping Difusora e Polo Comercial têm a garantia de determinar a prática de jornada neste feriado, desde que respeitadas as seguintes condições, conforme dispõe a Norma Coletiva vigente:

ü Envio do comunicado de abertura às entidades sindicais (SINDECC, SINDLOJA ou SINCATA) e à GRTE - Caruaru até às 18 horas, da próxima sexta-feira, dia 15;

ü A título de ajuda de custo, pagamento do valor mínimo de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) para os que recebem o piso salarial, ou o equivalente a 1 (um) dia de trabalho para os que recebem acima do piso, e no caso de ser comissionista, será acrescido à sua comissão mais 20%, ou o valor mínimo de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) para os que recebem o piso salarial, ou o equivalente a 1 (um) dia de trabalho para os que recebem acima do piso – quando for mais benéfico para o trabalhador caso o mesmo não atinja este valor;

ü Intervalo para repouso e alimentação de 02 horas. Caso seja concedido apenas 01 hora, tem que ser fornecido o almoço a cargo do empregador, sem nenhum custo ao empregado;

ü Concessão de 01 folga, no prazo de até 30 (trinta) dias, a contar do dia trabalhado;

ü Vale transporte ou o equivalente em dinheiro.



A Diretoria do SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru


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Convenção Coletiva e diferenças salariais foram assuntos na entrevista com Ivo Sutter.

O presidente Milton Manoel na manhã da última segunda-feira, 11/05, concedeu entrevista ao radialista Ivo Sutter da Rádio Nova FM e deixou a classe comerciária informada sobre a Convenção Coletiva e as diferenças salariais.


Assista a entrevista:


 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Registro da Convenção Coletiva, pagamento do retroativo e denúncias.

Em entrevista concedida à Rádio Provisão 107,1 FM de Caruaru, o presidente do SINDECC Milton Manoel informou que a Convenção Coletiva já está registrada desde o dia 29 de abril e que o prazo para pagamento das diferenças salariais é até o dia 05 de junho, tudo retroativo à 1º de janeiro.


Escute toda a entrevista abaixo:



 

LOGO MAIS, ÀS 11H, O PRESIDENTE DO SINDECC CONCEDERÁ ENTREVISTA À NOVA FM CARUARU.



Nesta entrevista, o presidente do SINDECC irá falar sobre o resultado da Convenção Coletiva e suas garantias, como também, o pagamento das diferencias salariais retroativas à 1 de janeiro.

Para ouvir a entrevista você poderá acessar:

www.novafmcaruaru.com.br

Ou, se preferir, sintonizar o rádio FM na frequência 105,9

domingo, 10 de maio de 2015

Hoje é dia de Celebração e não de comemoração!‏



De acordo com a lógica capitalista, hoje é dia de comemorar o dia das mães. Mas de acordo com a Força Criadora e as leis naturais, hoje, e em todos os dias, é dia de CELEBRAR o dia das MÃES
    
Nosso fraternal abraço as mães de todo o universo, inclusive, as que também são pais! 

 SINDECC - Sindicato dos Comerciários de Caruaru - PE



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Evento Amar e Cuidar


Durante todo o dia, o SINDECC - Sindicato dos Comerciários de Caruaru estará com uma programação voltada para a mulher comerciária, disponibilizando profissionais de beleza para deixar a comerciária ainda mais bela.


E a partir das 18h, haverá palestras sobre Alimentação Saudável e Saúde da Mulher, contaremos com a presença de profissionais da área, sorteio de brindes e um coffe break.

Venha conferir e se embelezar!












Fotos - SINDECC





quinta-feira, 7 de maio de 2015

Maternidade e racismo: a exclusão das mães negras


“Mãe é sagrada” é o que dizem as mensagens do segundo domingo de Maio – mas parece que algumas mães são mais sagradas do que outras. Todos os indicativos sociais apontam que as mães negras morrem e sofrem muito mais. Para as mulheres negras, passar mais tempo nas filas dos hospitais e ter seu lugar repassado para uma mulher branca, por motivações racistas, é realidade recorrente.

O mito de que a mulher negra é “mais forte” ou “mais resistente a dor” é a máxima do racismo brasileiro, plantado ainda no período da escravidão no Brasil e que até hoje permanece naturalizado. Por isso, as mulheres supostamente “mais frágeis”, as brancas, passam na frente e recebem o atendimento pelo qual a mulher negra esperou ou precisava mais. Não é por acaso que pelo menos 60% dos casos de mortalidade materna é de mulheres negras.
São muitos os relatos de mães negras que recebem atendimento grosseiro e negligente devido a sua cor. Os dados divulgados pela campanha SUS Sem Racismo também mostram que as mães negras têm menos acesso a informações sobre amamentação e menos consultas de pré-natal. Para piorar a situação, as crianças negras fazem parte do grupo com maior índice de mortalidade infantil.
Como se não bastasse a violência obstétrica com demarcação racista, o contexto social das mães negras também é muito assustador. É preciso lembrar que as mulheres negras são maioria dentro do grupo de trabalhadoras domésticas, ou seja, mulheres que cuidam das casas e dos filhos dos outros para conseguirem sustentar a própria família. Na prática, os filhos e as casas dessas mulheres ficam sem assistência, sem creches, sem alternativas além da jornada tripla que desempenharão, pois quando retornam à noite para o próprio lar, ainda precisam cuidar da limpeza, dos alimentos e das próprias crianças.
A violência policial também é um problema muito específico das mães negras – tantos os seus filhos e familiares, quanto elas próprias estão na mira do racismo armado. O movimento Mães de Maio existe por esse motivo: para denunciar o assassinato de seus filhos e pautar o problema em sociedade, cobrando soluções. A esposa de Amarildo, Elizabeth Gomes da Silva, e Cláudia da Silva Ferreira são apenas dois exemplos de mães negras que foram diretamente vitimadas nesse contexto social.
O fato é que as mães negras passam por situações que as mães brancas nem sequer precisam se preocupar, como a discriminação racial sofrida pelos filhos. O quadro social dessas mulheres é urgente e muito grave, mas suas questões ainda não são lembradas como deveriam e nem mesmo os movimentos sociais aprofundam o debate. Por racismo e por machismo, as mulheres negras e suas demandas não entram em pauta.
É necessário falar de maternidade e racismo com foco específico. Há problemas que envolvem mães negras e que não envolvem mães brancas, assim como há também os problemas que atingem todas as mães, mas são ainda mais intensos para as negras. Essa realidade é inegável e demanda atenção imediata. Precisamos romper o clichê de que maternidade “não tem cor”, porque a cor no Brasil sempre foi e continua sendo motivo de escárnio, discriminação e violência.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2015/05/06/maternidade-e-racismo-exclusao-das-maes-negras/

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O SINDECC INFORMA

A reunião que estava marcada para hoje à noite, para tratar do resultado da Negociação Coletiva, foi adiada para a próxima semana.

Assim que decidirmos o dia, informaremos a toda categoria.

Mais uma vez obrigado pela atenção!

EVENTO AMAR E CUIDAR


O SINDECC PROMOVE COMEMORAÇÃO PARA O DIA DAS MÃES.


Clique na imagem para ampliar

terça-feira, 5 de maio de 2015

FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO, VÉSPERAS DO DIA DAS MÃES

Em entrevista concedida à Rádio Provisão 107,1 FM de Caruaru, o presidente do SINDECC Milton Manoel falou a respeito do funcionamento do comércio e dos Centros de Compras na semana que antecede o dia das mães.


Confira a entrevista:


Neoliberalismo de Estado: a repressão aos professores do Paraná

Prega-se menos Estado, mas as forças policiais são responsáveis por gerir a população insatisfeita.

Ato professores no Paraná
Professores durante ato em Curitiba que acabaria reprimido duramente pela Polícia Militar, em 29 de abril

Parece anacrônico que, em pleno século XXI, professores sejam reprimidos de modo sangrento pela polícia. É possível explicar, entretanto, que não há nada de arcaico nessa ação e que ela está em pleno acordo com a fase atual do neoliberalismo. Lembremos o motivo principal da mobilização, que não foi uma negociação por aumento de salários. Os professores do Paraná estavam resistindo à ameaça de terem suas aposentadorias comprometidas por um mecanismo típico do governo neoliberal.
Há alguns anos, a empresa que administra a previdência do Paraná transferiu os servidores de um fundo administrado pelo Tesouro estadual para um fundo de previdência alimentado pela contribuição dos próprios servidores. Trata-se da passagem do modelo de repartição, em que o dinheiro público é repartido para garantir o direito de todos, para um modelo de capitalização, em que os servidores são responsáveis por sua aposentadoria, tendo seu dinheiro investido para que possa gerar uma aposentadoria no futuro. Pois bem, o governo do Paraná decidiu se apropriar dessa poupança dos servidores, transferindo para o fundo previdenciário uma parte dos aposentados que recebiam pelo outro fundo, mantido com verbas do Tesouro. Para pagar seus gastos, inclusive o salário dos professores, o governo vai usar o dinheiro que os próprios professores estão poupando para garantir seu futuro.
Esse procedimento caracteriza uma mudança de modelo bastante atual e a situação só tende a piorar. Os problemas que levaram à crise na Europa parecem aterrissar por aqui. Torna-se quase impossível, para o capital, convencer a população de que as mudanças propostas pelo modelo neoliberal possam trazer algo de positivo. Já houve um tempo em que o neoliberalismo se apresentou como um sistema emancipador do indivíduo, fundado em sua liberdade para produzir. Contudo, fica cada vez mais claro que a saúde do capitalismo financeiro precisa ser garantida pela violência de Estado.
O governo neoliberal foi interpretado por Foucault como ação sobre uma ação, como estruturação do campo de ação do capital a partir de mecanismos de indução, e não de coerção. Mas como explicar que a população esteja sendo gerida, cada vez mais, na Europa e aqui, pela repressão policial?
Para alguns, o neoliberalismo critica justamente o excesso de Estado, pois almeja um governo mínimo. Outros, mesmos sendo defensores do modelo, já reconheceram a necessidade de alguma intervenção estatal, como nas diferentes formas de regulação. Mas ninguém esperava tamanha multiplicação e intensificação das instâncias de governo neoliberal, chegando a necessitar, de modo intrínseco, de uma polícia. Comunidade Europeia, FMI, agências de risco, e tantas outras instituições de obediência neoliberal impõem planos para a gestão das contas públicas: prescrevem cortes budgetários, superávit primário, verificam as despesas até os mínimos detalhes e ditam leis aos parlamentos e governos nacionais. Tudo isso de modo absolutamente autoritário, sem passar por nenhum mecanismo democrático de decisão.
Maurizio Lazzarato explica essas novas formas de governo e chama atenção para dois momentos de intervenção estatal. Primeiro, para salvar os bancos, a finança e as empresas. Mas também uma segunda vez, para impor às populações que paguem os custos políticos e econômicos da primeira intervenção. Pelo mercado e contra a sociedade. 
O objetivo principal é desmontar as políticas voltadas para o direito comum, a um bem estar social que mal começou a existir por nossas bandas. O papel dos professores é exemplar nesse desmonte. Como adaptar esse tipo de trabalho (ensinar!) aos mecanismos de valorização capitalista? Apesar dos esforços recentes para incentivar uma educação voltada para o mercado, os professores continuam a resistir. Mas as estratégias de cooptação e coerção vão se intensificar. Além da função estratégica de sua atividade, os professores são trabalhadores que explicitam um ideal de sociedade que o capitalismo contemporâneo precisa excluir.
Precisamos nos preparar, o que significa enxergar e enunciar as novas formas de dominação e repressão neoliberal. A fraqueza da crítica pode levar ao desaparecimento de qualquer política revolucionária que possa fazer frente aos avanços do capital. Depois de junho de 2013, mídia e governantes querem impor uma norma de conduta para manifestações populares. Governos de todos os matizes usam a mesma tecnologia de polícia para reprimir manifestações, abrindo um filão, inclusive, para um novo mercado de armas ditas não-letais e para a importação de tecnologias de repressão. Isso corresponde a uma nova forma de repressão, cuja função é exemplar e cujo objetivo não é matar, e sim educar. Usar o medo para mostrar o que pode acontecer se não nos conformarmos.
Induzir e coagir são hoje as duas faces do modo de governo neoliberal. Não há nada de anacrônico. A face moderna e emancipadora do capitalismo contemporâneo precisa ser garantida por tiro, porrada e bomba de gás.
*Tatiana Roque é professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/neoliberalismo-de-estado-a-repressao-aos-professores-do-parana-8030.html


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Vídeo - 1ª Pedalada do Trabalhador (a)

O SINDECC promoveu no último 1º de maio, a 1ª Pedalada do Trabalhador (a). O evento superou toda e qualquer expectativa, tendo mais de 100 participantes. 

Estiveram pedalando, comerciários, estudantes, dona de casa, crianças e trabalhadores no geral, gerando uma grande confraternização e fazendo deste passeio um ato ativista, pois quem estava lá, cobrou do Governo, medidas de segurança para quem está na parte de baixo da hierarquia no trânsito, que é o ciclista.

Deixamos aqui nossos mais sinceros agradecimentos a quem participou deste passeio ciclístico, a Destra, pela segurança por todo o trajeto, e quem participou de forma direta ou indireta. Tenham certeza que ano que vem tem muito mais.


SINDECC – Sindicato dos Comerciários de Caruaru

Confira o vídeo:





Hora de votar! Vamos ajudar a barrar a Precarização do trabalho.




O senado colocou no portal deles uma votação de quem é contra ou a favor da terceirização. Todos devemos votar contra essa grande perda de direitos.



Segue abaixo o link de votação.

Compartilhem nas páginas e grupos que participam.

Vamos viralizar!


domingo, 3 de maio de 2015

O dia da mulher negra trabalhadora.


Segundo dados do Dieese, as mulheres negras brasileiras recebem em média 47,8% do valor recebido por homens brancos, além de serem o grupo com maior taxa de desemprego. O problema é tão grave que, mesmo quando a comparação é feita com mulheres brancas, ainda assim as mulheres negras se encontram em grande desvantagem. No “mercado de trabalho”, a carne mais barata continua sendo a carne negra, que saiu da escravidão direto para os subempregos, exploração e para um cotidiano de racismo, onde até mesmo seus cabelos precisam passar no ferro quente para que as mulheres negras sejam empregadas.

No dia 1º de Maio, a tendência é falar da classe trabalhadora como um todo, fazendo com que o discurso seja masculino e branco demais. Poucos sequer mencionam as especificidades das mulheres negras, tampouco lutam por seus direitos. Por exemplo: segundo dados do IPEA, 21% das mulheres negras que trabalham estão empregadas como trabalhadoras domésticas. No entanto, até hoje a PEC das Domésticas segue sem regulamentação e os direitos das trabalhadores domésticas é, sem dúvida, um dos temas mais espinhosos de se tratar. Basta falar em favor dessas mulheres para assistir um verdadeiro pandemônio sendo formado, já que os brasileiros não querem aprender a lavar as próprias cuecas e também não querem pagar dignamente quem desempenha essa e muitas outras funções.

É difícil levantar a conscientização a respeito da situação da mulher negra no Brasil. Falar de racismo é um tabu; muitas pessoas não admitem que existe discriminação contra pessoas negras, nem desejam confrontar a mentalidade racista que ainda carregam em si. Por isso, a saída encontrada é fazer de conta que o problema não existe e se iludir, achando que ao falar de modo generalista, todos os trabalhadores serão contemplados – uma grande mentira.

Sem que sejam nomeadas as práticas racistas e os pontos problemáticos, se torna impossível solucioná-los. Não podemos falar de direitos trabalhistas sem dar atenção especial às trabalhadoras domésticas e às mulheres negras, pois entre todos os trabalhadores, são elas as que se encontram em situação mais vulnerável, que têm seus direitos vilipendiados e que são tratadas como inferiores. Quando falamos de direitos trabalhistas, também precisamos falar do alisamento capilar compulsório exigido pelos empregadores; precisamos falar da cínica ideia de “boa aparência” e da mentalidade que enxerga mulheres negras como serviçais, submissas ou burras de carga que tudo suportam.

1º de Maio deve ser o dia da trabalhadora negra, da mulher nordestina esquecida, da cidadã marginalizada e jogada para escanteio enquanto se insiste na ideia equivocada de trabalhadores universais. A luta coletiva precisa existir e se fortalecer, sendo mandatório que se atente para as especificidades raciais e de gênero e que todos se envolvam na luta pelos direitos de quem está em situação de maior desprivilegio.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/questaodegenero/2015/05/01/dia-da-mulher-negra-trabalhadora/

Foto: Revista Forum

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1ª PEDALADA DO TRABALHADOR (A).

Neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, foi um sucesso o passeio ciclístico realizado pelo SINDECC - Sindicato dos Comerciários de Caruaru.