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| Foto: Eraldo Pares - 16.jun.2016/Associated Press |
Por: Vanessa Oliveira
O
texto será enviado ao Congresso Nacional, afirmou o Ministro do Trabalho,
Ronaldo Nogueira, em encontro com sindicalistas nesta quinta-feira ( 8 ).
Segundo o
ministro, contratar por hora trabalhada, garantirá ao trabalhador prestar
serviços a mais de uma empresa, porém não poderá ultrapassar o limite de 48
horas semanais de trabalho. Ronaldo afirmou que o trabalhador vai receber o
pagamento de FGTS proporcional, férias proporcionais e 13º salário. “A jornada
nunca vai ultrapassar 48 horas semanais” disse.
O ministro
nega que essas novas modalidades possam tirar direitos dos trabalhadores,
pontuando que o ministério irá fiscalizar para que abusos não ocorram.
Quanto à
jornada de trabalho, o ministro explicou que o limite é de 12 horas diárias,
onde o trabalhador pode ficar um tempo a mais na empresa, pois alguns
trabalhadores preferem trabalhar mais durante a semana e folgar o sábado, e que
essa medida está de acordo com o teto semanal, onde o limite pode chegar até 48
horas incluindo as horas extras.
Nogueira
garantiu aos sindicalistas que não haverá alterações nas regras de período de
férias, 13º salário e FGTS.
Qual a realidade dos trabalhadores brasileiros?
O discurso do
ministro nega todo contexto dos trabalhadores brasileiros, pois como sabemos as
empresas contam com alto nível de produtividade e lucros abusos, enquanto a
precarização é a linha de frente para obter esses objetivos.
O ministro
esquece que muitos brasileiros já aumentaram sua jornada em função de baixos
salários e condições precárias de trabalho.
Seu encontro
com sindicalistas de fato aponta algo muito concreto, onde as forças sindicais
ao invés de cumprir seu papel na luta da classe operária, preferem fazer
acordos com a patronal e com o Estado.
Diante da
conjuntura política e dos ataques duros do governo golpista, esses encontros
entre ministros e sindicalistas apontam para uma grande negociação que não
coloca o trabalhador como sujeito de direitos, mas sim como alguém a quem dá
situação que o atinge diretamente.
Mais do que
nunca a classe operária deve barrar a burocracia sindical e construir uma
grande mobilização contra os ataques do governo golpista Temer, e de todos que
estão alinhados com seus planos abusivos, que atingem apenas a classe
trabalhadora.
Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Temer-e-sua-reforma-trabalhista-12-horas-diarias-o-patrao-agradece
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